Preço inicial do modelo é de R$ 166.950.

O BMW X1 está sendo lançado no Brasil com fabricação nacional, mas se engana quem espera um preço mais acessível do que o importado. A diferença está no modelo. Ele chegará numa versão SUV e com tecnologia biocombustível. O valor inicial continua na faixa de R$ 166.950.

Nessa nova configuração, ele ganhou 5,3 cm de altura e 2,3 cm de largura. A posição de dirigir ganhou 4 cm, ficando com mais cara de utilitário. A mala, que antes era de 420 litros, agora é de 505 litros; com os bancos rebatidos, pode chegar a até 1,505 litros.

A versão de entrada é a seguinte: seis airbags, faróis de LED, controle de tração e estabilidade, sistema smart-stop, modo de condução econômica, bancos revestidos em couro, borboletas atrás do volante para trocas manuais, tela de 6,5 polegadas na central multimídia, limpador de para-brisas com ativação automática, sensor traseiro para estacionamento, com 18 polegadas nas rodas de liga leve e serviço de concierge.

Além desses atributos, a versão intermediária vem com teto solar panorâmico, bancos com regulagem elétrica, fechamento eletrônico no porta-malas e retrovisores rebatíveis elétricos.

A versão top vem com rodas de aro 19, sistema de som HD e assentos esportivos com revestimento de couro preto exclusivo.

Os três modelos vêm um motor 2.0 turbo flex, de 4 cilindros, de até 192 cavalos e 28,6 kgfm nas versões de entrada e intermediária. Na versão top, o motor é de 234 cavalos e 35,7kgfm; câmbio automático de 8 marchas. As duas primeiras versões vêm com tração dianteira, enquanto a versão top tem tração total.

O modelo está disponível em cinco cores. As duas sólidas vêm nas cores preto e branco, enquanto nas versões metálicas estão o preto, prata e cinza.

O aumento é de quase R$ 30 mil em relação ao modelo anterior. Segundo a própria BMX, a ideia é que seja lançado outro modelo com uma faixa de preço menor, que custará a partir de R$ 140.000. Este modelo seria uma versão com motor 1.5 flex.

O BMW X1 entra no mercado para concorrer com modelos de 3 montadoras: O Land Rover Range, o Audi Q3 e o Mercedez-Benz Gla250. Todos com preços superiores ao BMW. O primeiro começa na faixa de R$ 223.900, o segundo, R$ 203.990 e o terceiro, R$ 208.900

Por Fabricio Yassuo

BMW X1 nacional

BMW X1 nacional

Fotos: Divulgação


Com a crise econômica, o setor automobilístico também sofre as consequências. Em julho de 2015, o número de veículos emplacados caiu mais de 19%, registrando 84,2 mil veículos a menos nas vendas em comparação com o mesmo período do ano passado.

A crise na economia brasileira atingiu também o mercado automobilístico. Em comparação com o mês de julho do ano passado, o número de veículos emplacados caiu mais de 19%. O número registrado no ano foi de 84,2 mil veículos a menos do que no ano passado, onde o número de veículos com novo emplacamento foi de 436,6 mil. 

Os números registrados incluem veículos como automóveis comerciais leves, motocicletas, ônibus, veículos rodoviários e de outros tipos. Os índices foram divulgados na última segunda-feira (dia 3) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). A entidade representa atualmente cerca de 8 mil concessionárias por todo o país.

Se for comparado com o mês de junho deste ano, no entanto, o número de emplacamentos subiu 6,9%. Ao analisar o acumulado do ano, a queda é de 17,8% em relação ao mesmo período no ano de 2014. Nos primeiros sete meses deste ano foram emplacados cerca de 2,4 milhões de unidades automotivas, e no ano de 2014, o número era de 2,9 milhões no mesmo período.

Segundo a fundação, o aumento em relação ao mês de junho foi impulsionado graças ao calendário. O mês de julho possuía 23 dias úteis e o mês de junho somente 21. Um aumento discreto nos dias úteis, mas que já impulsionou um leve aumento no número de vendas.

Porém, em todos os segmentos, segundo a média, o saldo permaneceu negativo em 2,09% durante os dias úteis. O presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior faz uma projeção ainda mais negativa para o setor durante todo o ano de 2015. Segundo ele, a queda poderá chegar a 20% no setor.

Para os veículos comerciais leves, a queda foi de 21,58% em relação ao mesmo mês do ano passado, já os caminhões registraram queda de 42,95% em seus novos emplacamentos. Os ônibus somaram 26,46% a menos emplacamentos do que em 2014, segundo a pesquisa.

A grande queda no número de caminhões emplacados parece estar ligada diretamente à queda do consumo brasileiro. Como o comércio está desaquecido, o transporte de produtos sofre queda e, consequentemente, o número de vendas de caminhões diminui, superando a queda de automóveis leves e de ônibus.

Por Patrícia Generoso

Venda de veículos

Foto: Divulgação


Queda nas vendas de veículos foi de 20,7% entre os meses de janeiro a junho de 2015.

O fraco desempenho da economia brasileira está afetando profundamente o mercado de automóveis no país. Na comparação com 2014, as vendas de veículos neste primeiro semestre de 2015 sofreram uma queda de 20,7%, de acordo com o que informa a Fenabrave.

Os dados mostram que foram emplacados 1.318.985 carros, caminhões e ônibus entre os meses de janeiro e junho. Este número é o pior resultado para o período desde o ano de 2007, quando apenas 1.082.257 unidades foram comercializadas.  

No primeiro semestre de 2014, foram emplacados exatos 1.662.837 unidades de veículos no país. As previsões de queda de vendas para este ano estão aumentando à medida que os meses passam e os consumidores estão respondendo negativamente ao mercado de carros novos. Em janeiro, a estimativa era de uma queda de 10% nas vendas sobre 2014. No mês de maio, a projeção foi revisada para 18,9% e, agora, está em 23,9%. Isso significa que a expectativa é que sejam vendidos 2.662.857 veículos, cerca de 834 mil unidades a menos que o ano passado.   

Segundo o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção, o país "perde um México este ano, em relação ao volume de carros vendidos". Para os automóveis e comerciais leves – picapes e furgões – a baixa para o ano é prevista para 23%, totalizando 2.563.126. A comparação feita por Assumpção leva em conta o volume de automóveis que deixarão de ser vendidos no Brasil com o total de emplacamentos de carros no mercado mexicano em 2014. 

Na América Latina, Brasil e México caminham juntos na supremacia de produção de veículos. No quesito vendas, o mercado brasileiro ainda é bem inferior ao dos irmãos latinos.   Em relação aos veículos maiores, como caminhões e ônibus, a queda deve ser ainda mais acentuada e preocupante. É esperado que neste ano a queda neste segmento de veículos chegue a 41%. Caso a previsão seja confirmada no final do ano, também será o pior ano desde 2007.   

Neste primeiro semestre de 2015 o Fiat Palio continuou como o domínio do mercado, sendo o mais vendido. Foram 62.757 unidades vendidas, contra 55.789 do segundo colocado, o GM Onix. O Volkswagen Gol que liderou o mercado brasileiro por muitos anos e é considerado o principal rival do Fiat Palio, conseguiu vender 44.900 unidades até o momento.   

Em relação às marcas, a Fiat segue como a principal montadora do país com 18,64% de participação. GM com 16,07% e Volkswagen, com 15,5%, completam os três primeiros. A Jeep, que está investindo pesado no país, apareceu pela primeira vez entre as 15 marcas mais emplacadas entre os automóveis, com 8.664 unidades vendidas de janeiro a junho.   

Devido ao fraco ritmo de vendas, foram cortados 12 mil empregos nas concessionárias neste primeiro semestre. Cerca de 242 lojas foram fechadas. A expectativa é que até o final do ano, mais 8 mil vagas sejam cortadas.

Por William Nascimento

Compra veículos





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