Montadora deverá produzir o carro elétrico em sua fábrica no Rio de Janeiro.

A Nissan anunciou que o Leaf terá parte de sua fabricação feita no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro. O objetivo da marca é a produção do modelo no sistema CKD, sendo que as peças vão chegar já prontas e serão montadas no estado carioca.

O carro elétrico japonês chegará ao mercado nacional como linha 2016. O grande destaque do veículo elétrico é a autonomia da sua bateria, que é de 270 km. Em uma comparação com a versão atual do modelo, a bateria roda 150 km sem necessidade de recarga.

João Veloso Jr, diretor de comunicação da Nissan, deu entrevista e afirmou que o primeiro modelo do Leaf deve ser produzido na fábrica de Resende, no Rio de Janeiro, no ano de 2017. Segundo o mesmo, ele será totalmente nacionalizado apenas em 2020. Outra possibilidade que Veloso comentou é a fabricação do E-NV200 no Brasil.

Assim como outras empresa que trabalham com a fabricação de carros elétricos, a Nissan também espera que o projeto de lei 174/2014 seja aprovado. O mesmo poderá conceder isenção do IPI para modelos elétricos que tenham a produção no Brasil.

Recentemente, houve a aprovação da resolução que dá a isenção para modelos elétricos, movidos a hidrogênio e híbridos plug-in para o imposto de importação. Com isso, pode acontecer uma diminuição de até 30% no curso dos carros importados. Desta maneira, o Nissan Leaf, que tem um preço sugerido em R$ 200 mil, poderia ter esse valor reduzido para R$ 140 mil. Como aconteceria a montagem no Brasil e uma provável isenção para o IPI, o preço tenderia a ser ainda mais barato.

Kia Motors:

A montadora também divulgou que vai importar a versão elétrica do seu modelo Soul. Isso aconteceu também devido a resolução 96 da Camex. O Soul EV já teve homologação para transitar no Brasil. A bateria do modelo tem uma autonomia de 199 km.


No mês de setembro foram produzidos 174,2 mil veículos, registrando queda de 42,1% em comparação ao mesmo mês de 2014.

A economia brasileira continua mostrando suas fragilidades em diversos setores. Uma das principais indústrias do país, a automotiva, está enfrentando grande retração neste ano.

Segundo dados divulgados pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), no mês de setembro a retração na fabricação de veículos foi de 42,1%, comparando com o mesmo mês do ano passado.   

O número traz grande preocupação para o setor que via no país, em anos anteriores, grande oportunidade de expansão e investimentos.

Diversas empresas estrangeiras do setor investiram em fábricas no país, proporcionando empregos para o mercado brasileiro. Com as quedas nas vendas, a tendência de dispensas é cada vez maior, prejudicando ainda mais a economia brasileira.  

Somados os automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões, em setembro foram produzidos 174,2 mil veículos. Para comparação, no nono mês de 2014 foram 300,8 mil veículos produzidos. Em relação ao mês de agosto, onde foram produzidas 216,6 mil unidades, setembro/2015 registrou uma queda de 19,5%. Já no acumulado do ano, a queda também é considerável, apesar de ser menos acentuada. Este número é de -20,1%.

Nos nove primeiros meses de 2015 foram fabricados 1,9 milhão de veículos no país. Já no ano passado, no mesmo período, a produção chegou a 2,38 milhões. Segundo a Anfavea, a projeção para o fechamento de 2015 é de que o declínio fique em cerca de 24%.   

Um outro dado bastante interessante divulgado pela Anfavea mostra que o mercado internacional está se recuperando, ajudando no aumento das exportações. Houve um aumento significativo nas exportações em setembro de 2015 em comparação com o mesmo mês de 2014. Com 33,5 mil carros vendidos, o aumento foi de 28,7%. Mesmo com mais carros vendidos, o montante arrecadado de US$ 834 milhões foi 9,7% menor do que no ano passado. As exportações, no acumulado do ano, caíram 10,8% em valor e subiram 12,3% em vendas.

Por William Nascimento

Produção de veículos

Foto: Divulgação





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