Bancos diminuíram os prazos dos consumidores que não conseguem pagar o financiamento do veículo.

Com a crise econômica cada vez mais agravada, algumas empresas de recuperação de crédito resolveram reduzir os prazos dos consumidores que estejam em atraso e aumentaram a retomada de veículos por inadimplência em até 28% só este ano.

O pedido de reforço na cobrança veio de bancos e instituições financeiras de crédito, responsáveis por financiamentos de veículos que já estão sentindo os impactos da crise econômica.

Com a medida, os bancos querem evitar que devedores de 15 a 90 dias tornem-se consumidores inadimplentes, alcançando mais de três meses de atrasos das parcelas. Ao tomar o carro do consumidor, as financeiras acreditam estar forçando uma retomada do pagamento do veículo.

As devoluções não acontecem somente por meio judicial. O número de clientes que devolveram seus carros espontaneamente, por não poderem arcar com as despesas, cresceu 20%. É um forte sinal da crise, pois mesmo depois de terem pago a entrada, ou duas ou três parcelas, os consumidores desistem da compra.

O aumento do desemprego é um dos fatores que leva a dificuldade em quitar as parcelas dos carros. Segundo os economistas, o consumidor, ao perder o emprego vai priorizar o que vai conseguir pagar. Além do prazo para retomada de veículos, os prazos para acionar o devedor na justiça e o tempo de cobrança por atraso também foi reduzido: agora o consumidor recebe notificação de cobrança com até 5 dias de atraso na parcela e já pode ser acionado judicialmente com 90 a 60 dias de atraso.

Mas o momento não é só de prejuízos ao consumidor. Com a crise em alta, o devedor pode se beneficiar com as facilidades de renegociação da dívida. Com o aumento de inadimplentes, aqueles que desejam regularizar a sua situação têm abertura muito maior para renegociar. Os contratos são analisados individualmente, de forma cuidadosa. É importante notar que nas dívidas com mais de 90 dias terão juros menores e parcelas maiores.

Fica o alerta para quem deseja entregar o carro: os bancos têm maior interesse em fazer a renegociação dos valores do que receber de volta o carro, que já estará desvalorizado pelo uso. A dica é apostar nessa preferência para renegociar os valores e continuar com seu veículo.

Por Patrícia Generoso

Financiamento carro

Foto: Divulgação


É cada vez mais comum nos dias de hoje a compra de carros. Algumas pessoas possuem mais de um na garagem e quem o tem economiza tempo no decorrer do dia. Todavia, para financiar um é necessário ter uma boa renda fixa para arcar com os pagamentos das parcelas. Desta forma, vamos abordar neste artigo algumas características essenciais para aqueles que pretendem financiar um carro.

Alguns bancos oferecem simulação de financiamento das faixas de preço junto às respectivas montadoras. Isso se dá, uma vez que as linhas de crédito dos bancos associados costumam ser mais baratas. Em alguns casos a prestação pode corresponder a 30% da renda do comprador, o que é considerado o percentual máximo estipulado por lei.

A pesquisa revela informações de carros com valores entre R$ 20 mil e R$ 100 mil, com 36 meses para pagar. O primeiro exemplo foi dado pelo Fiat Palio Fire, cujo valor é de R$ 23.990 e para adquiri-lo é necessário dar 20% ou 30% de entrada. No primeiro caso a parcela sai por R$ 787,16 enquanto no segundo R$ 687,00. Se o veículo estiver na faixa de R$ 30 mil, como é o caso do Volkswagen Novo Gol, que está saindo por R$ 31.440,00 as parcelas aumentam um pouco. O cliente poderá dar 20% ou 30% de entrada, como no caso anterior. Com 20% a parcela encontra-se a partir de R$ 940,19, e com 30%, o valor fica por R$ 913,75.

Entretanto, se o cliente pretende adquirir um veículo mais luxuoso, com preços mais caros, com valores que variam entre R$ 80 mil e R$ 100 mil, como o caso do Toyota Corolla, Peugeot 3008 Allure e Ford Fusion 2.5 com teto solar, os valores das parcelas poderão variar entre R$ 2.490,48 e R$ 2.901,78, para aquelas pessoas que deram entrada de 20% e entre R$ 2.184,13 e R$ 2.563,93 para quem entrou no financiamento e deu 30% de entrada.

Por Luciana Viturino

Fiat Palio Fire

Foto: Divulgação


É muito importante saber os custos envolvidos na compra do carro novo e os impactos que podem ser acometidos ao orçamento da família. E, por que não procurarmos entender como vai ser o pagamento daqui a dois ou três anos nas parcelas do seu carro novo? Esta preocupação pode livrar o consumidor de uma verdadeira cilada da " Bola de Neve" nas finanças pessoais.

Afinal de contas, na concessionária, o vendedor quer vender, e muitas vezes, a qualquer custo (não os dele. Evidentemente!). Por isso, apesar de estar sugerindo que esta seja uma matéria sobre finanças ou impostos, acredito que ela passa a ter a mesma importância para quem deseja comprar seu automóvel com a segurança de saber exatamente o que vai acontecer durante a sua jornada de pagamento do "bem querido"!

Sendo assim, vamos simular a compra de um automóvel, e entender aquelas continhas que o vendedor da concessionária faz e que quase sempre, não fica muito claro para nós! Suponhamos que você tenha chegado em uma concessionária e encontrou o veículo que gostaria de comprar e para checar se o pagamento do veículo ficaria compatível com seu orçamento você consultou o vendedor.

O valor do carro seria (em hipótese): 15 mil reais, e foi ofertado um percentual de juros de muito baixo, pela compra do carro. O vendedor disse que você, certamente, poderia comprar o carro por pequenas parcelas de apenas R$754,00 em 24 meses, com juros, ínfimos, segundo o vendedor, de menos de 1% ao mês. Até aí, tudo bem. Mas, vamos pensar um pouco!  Por precaução financeira, (a economia é regida por cautela e previsão de riscos), se multiplicarmos o valor das parcelas, proposto pelo vendedor, pelo número de meses, teremos:

Valor do carro à vista = 15 mil reais.                                                                                                                                                                                                                                                                                                       

Valor de parcelas/meses = R$ 754,00

Total Pago em 24 meses = R$ 754,00 x 24  =  R$ 18096,00

Então, isso significa que a taxa percentual de juros ficou acima do valor abstraído pelo vendedor como muito pequeno, ou, menor que 1%. Na verdade, o valor percentual pulou para 1,56%. este exemplo, fictício, pode muito bem, ocorrer comigo, com você, com seu vizinho, ou seja com quem for.

Por isto, tenha muita a cautela na hora de assinar o contrato de compra e financiamento do seu carro novo, ou de outros bens de consumo. As facilidades expostas pelo vendedor ou propagandas, podem ocultar ciladas deste tipo. Então, lápis e caneta na mão, um bom caderninho de anotações para fazer as contas, ou até uma calculadora simples e conhecimentos básicos de porcentagem e juros simples e compostos, podem fazer a maior diferença nesses momentos. 

Por Silvio Teixeira





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