Como sabemos é preciso ter muita cautela na hora de comprar o carro novo. Infelizmente ainda existem muitas tramóias por trás de grandes descontos oferecidos no mercado, tanto para os novos quanto para os semi novos.

Algumas dicas podem ser muito úteis na hora de fechar o negócio e algumas delas pertencem a parte básica do procedimento, basta apenas ter um pouco mais de atenção. A primeira atitude é ter a certeza sobre a melhor forma de pagamento. No caso de financiamentos, é necessário ter a consciência sobre o número de parcelas e se de fato elas valem a pena.

Observe as taxas mensais e repense simulando um maior valor de entrada, mesmo que para isso deva se esperar mais alguns meses pois vale lembrar que além das prestações, existem as despesas do dia a dia como combustível, pedágio e alguma reserva mínima em caso de alguma eventualidade em trânsito.

A pesquisa certamente é feita muitos meses antes e a preferência pelo modelo e pela marca são logo definidos pelos compradores. O que muitos se esquecem de analisar é o perfil do carro que  também deve somar ao custo benefício oferecido pelo bem a ser adquirido.

O que é necessário: um utilitário ou um simples carro de passeio? Um hatch ou um sedã?

A garantia oferecida também deve estar livre de qualquer dúvida e mesmo que seja difícil, em muitas ocasiões, recomenda-se ler toda a proposta da contraparte atentando-se nas devidas coberturas.O assunto deve incluir as revisões obrigatórias.

O vendedor – impreterivelmente – deverá prestar todo o suporte pós-venda, esclarecendo qualquer dúvida futura e auxiliando em casos de problemas relacionados ao veículo, mesmo que a assistência pertença a terceiros (em casos mais extremos).

O consumidor tem direito a possível troca, se necessário. Toda a parte mecânica deve estar intacta, assim como todos os outros itens e acessórios. Por fim, nunca se esqueça de checar minusciosamente a documentação se atentando aos detalhes como os seus dados pessoais e demais informações  necessárias a  serem atualizadas.  

Por Luciana Ávila

Foto: Divulgação


Um dos muitos direitos que os portadores de necessidades especiais possuem, e que algumas vezes acaba passando despercebido, é que eles podem comprar um carro novo, que custa até R$ 70.000, com isenção de vários impostos, entre os quais o ICMS, implicando na redução do preço do automóvel.

Vale ressaltar que mesmo aqueles que possuem deficiências que o impeçam de conduzir o veículo, como os tetraplégicos e os portadores de deficiências visuais, também podem solicitar a isenção de impostos.

Porém, para obter os descontos, é preciso passar por uma série de exigências. Depois de escolher o carro que deseja comprar, a concessionária irá solicitar vários documentos, como laudo médico emitido pelo Detran ou por clínicas cadastradas no SUS; certidão negativa de tributos; e certidão de regularidade fiscal, cuja emissão se dá por meio do INSS.

Nos casos em que o portador de deficiência também é o motorista, ele deve apresentar o exame prático feito pelo Detran, contendo as informações a respeito das adaptações necessárias para o veículo e a carteira nacional de habilitação especial.

Outra informação importante é que as atuais isenções de impostos efetuadas pelo Governo Federal são válidas até o dia 31 de dezembro de 2012. Existe a possibilidade de renovação do benefício por maior período, inclusive com a chance de o valor máximo do carro subir para até R$ 100.000.

Para obter mais detalhes, acesse o site da Associação Brasileira das Indústrias e Revendedores de Produtos e Serviços para Pessoas com Deficiência (ABRIDEF): www.abridef.org.br.

Por André Gonçalves


É muito importante saber os custos envolvidos na compra do carro novo e os impactos que podem ser acometidos ao orçamento da família. E, por que não procurarmos entender como vai ser o pagamento daqui a dois ou três anos nas parcelas do seu carro novo? Esta preocupação pode livrar o consumidor de uma verdadeira cilada da " Bola de Neve" nas finanças pessoais.

Afinal de contas, na concessionária, o vendedor quer vender, e muitas vezes, a qualquer custo (não os dele. Evidentemente!). Por isso, apesar de estar sugerindo que esta seja uma matéria sobre finanças ou impostos, acredito que ela passa a ter a mesma importância para quem deseja comprar seu automóvel com a segurança de saber exatamente o que vai acontecer durante a sua jornada de pagamento do "bem querido"!

Sendo assim, vamos simular a compra de um automóvel, e entender aquelas continhas que o vendedor da concessionária faz e que quase sempre, não fica muito claro para nós! Suponhamos que você tenha chegado em uma concessionária e encontrou o veículo que gostaria de comprar e para checar se o pagamento do veículo ficaria compatível com seu orçamento você consultou o vendedor.

O valor do carro seria (em hipótese): 15 mil reais, e foi ofertado um percentual de juros de muito baixo, pela compra do carro. O vendedor disse que você, certamente, poderia comprar o carro por pequenas parcelas de apenas R$754,00 em 24 meses, com juros, ínfimos, segundo o vendedor, de menos de 1% ao mês. Até aí, tudo bem. Mas, vamos pensar um pouco!  Por precaução financeira, (a economia é regida por cautela e previsão de riscos), se multiplicarmos o valor das parcelas, proposto pelo vendedor, pelo número de meses, teremos:

Valor do carro à vista = 15 mil reais.                                                                                                                                                                                                                                                                                                       

Valor de parcelas/meses = R$ 754,00

Total Pago em 24 meses = R$ 754,00 x 24  =  R$ 18096,00

Então, isso significa que a taxa percentual de juros ficou acima do valor abstraído pelo vendedor como muito pequeno, ou, menor que 1%. Na verdade, o valor percentual pulou para 1,56%. este exemplo, fictício, pode muito bem, ocorrer comigo, com você, com seu vizinho, ou seja com quem for.

Por isto, tenha muita a cautela na hora de assinar o contrato de compra e financiamento do seu carro novo, ou de outros bens de consumo. As facilidades expostas pelo vendedor ou propagandas, podem ocultar ciladas deste tipo. Então, lápis e caneta na mão, um bom caderninho de anotações para fazer as contas, ou até uma calculadora simples e conhecimentos básicos de porcentagem e juros simples e compostos, podem fazer a maior diferença nesses momentos. 

Por Silvio Teixeira





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