GM pode ter Fraudado Testes de Poluentes nos EUA



  

Fraude é parecida com a da Volkswagen e atinge apenas modelos com motor a diesel.

Depois da Volkswagen sofrer com um dos maiores escândalos automotivos da história por conta da fraude de emissões de veículos a diesel nos Estados Unidos, as autoridades americanas apertaram o cerco contra as montadoras que atuam no país. Dessa vez, as investigações chegaram a General Motors (GM), que também pode ter violado os testes de emissões de carros a diesel que são comercializados nos EUA.

De acordo com informações, um escritório de advocacia de Seattle está processando a GM por fraudar os índices de emissões de poluentes, provocando uma alteração ilegal e intencional nos motores a diesel do Chevrolet Cruze.

Os autores do processo, que está sendo tramitado na Califórnia, afirmam que o veículo estaria emitindo uma taxa de óxido de nitrogênio (NOx) acima do limite permitido por lei. A alegação veiculada ao processo afirma que o Cruze possui um software capaz de manipular a quantidade de óxido de nitrogênio emitido durante os testes de emissões em laboratório.

O caso é bastante similar ao da Volkswagen, que ficou conhecido como dieselgate e gerou prejuízos bilionários para a montadora alemã. No caso da GM, o software irregular altera o comportamento do motor 2.0 turbodiesel para maquiar os números reais de emissões do propulsor de 153 cavalos e 36,5 mkgf de torque.





Os autores do processo anexaram ainda um relatório elaborado por um grupo ambientalista alemão que declara que a marca Opel, filial europeia da GM, possui um software que reduz as emissões de poluentes em velocidades e temperaturas determinadas do motor 2.0 a diesel.

A ação movida contra a General Motors solicita a recompra dos veículos e o pagamento de uma indenização. Em sua defesa, a GM desmente as acusações declarando que elas "são infundadas" e que o motor turbo diesel que equipa o Chevrolet Cruze atende às diretrizes de emissões aplicadas pelo governo norte-americano. Além da Volkswagen e da GM, a Fiat também foi acusada de fraudar o sistema de controle de emissões em seus veículos. A Autoridade Federal de Transporte Motorizado (KBA) acusou a montadora italiana de utilizar um dispositivo que funcionava durante 22 minutos (os testes realizados em laboratório duram, no máximo, 20 minutos) e que reduzia a quantidade de óxido de nitrogênio emitido pelos motores testados.

Por William Nascimento



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