Brasil e México fazem renovação do acordo automotivo



  

Os países sul-americanos Brasil e México já acertaram a renovação do acordo automotivo por mais quatro anos, de acordo com o jornal Folha de São Paulo.

Pelo novo acordo, a cota de importação de veículos de um país para o outro será de US$ 1,56 bilhão entre março de 2015 e março de 2016. Depois, o ritmo de crescimento anual no valor das cotas será de 3%. No acordo anterior, ele era de 7,5% para 2013-2014 e 5,1% para 2014-2015.  

Armando Monteiro, Ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, disse que a renovação com o México é uma forma de "compensar a diminuição do mercado doméstico”. "Eu considero que o acordo traduz um ponto de equilíbrio, considerando as condições presentes hoje na atual conjuntura. Do nosso ponto de vista, o mercado doméstico brasileiro vive um momento de certa contração. No ano passado vivemos uma queda nas vendas domésticas da ordem de 7,5%. Uma pequena redução da cota traduz exatamente esse ajuste. É uma forma, ao meu ver, de compensar um pouco essa diminuição do mercado doméstico, preservando o sistema de cotas que, ao meu ver, é o mais adequado visando algumas assimetrias no comércio bilateral nessa área", afirmou o ministro na cerimônia de assinatura do novo contrato que aconteceu na cidade do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (09).  

A previsão de Monteiro é que o acordo seja renovado também em 2019, preservando o livre comércio entre os países. "Se busca, ao final, chegar a uma situação de livre comércio. Isso está previsto no contrato. Mas temos que reconhecer que ainda há assimetrias que tornam o acordo importante", afirmou o ministro.  

As assimetrias citadas por Monteiro se referem ao modelo com que a produção mexicana é exercida. Segundo ele, há características da produção no México que se integram à economia americana. É esperado que nestes próximos quatro anos de acordo, o Brasil consiga uma "maior exposição" no mercado de veículos.  





Já para Ildefonso Villareal, Secretário de Economia dos Estados Unidos Mexicanos, o acordo traz certa previsibilidade para as montadoras, o que é fundamental para manutenção da força de trabalho e de previsão de projetos. De acordo com ele, a venda de carros e autopeças representa 46% do total de comércio entre Brasil e México, o que em números corresponde a US$ 9 bilhões.  

No novo acordo, o sistema de compartilhamento na distribuição de cotas será de 30% para o país importador e 70% para o exportador. Alguns modelos que atualmente são trazidos ao Brasil pelos mexicanos são o Chevrolet Tracker, o Volkswagen Jetta e o Ford Fusion.

Por William Nascimento

Carros

Foto: Divulgação



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